Povo de Santo Asè – nº 52

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Nos tempos que correm de tanta insensatez, de tanta insegurança a nível mundial… quase que parece que estamos a regredir em tanto que já se conquistou, sobre os que sofreram antes de nós; refiro-me ao início da luta para vingar a liberdade dos hoje, cultos afro-brasileiros, que convém que tenhamos esta noção.

Não podemos continuar entre nós e para com os outros de fora, de outras religiões ou não, com uma postura ou posturas que em nada nos dignificam.

A leveza com que às vezes nos exteriorizamos, pouco ou nada fazem jus à nossa credibilidade, enquanto religiões de matriz afro-brasileiras. (hoje bem poderíamos também chamar em Portugal religiões de matriz afro-luso-brasileiras).

Não basta sermos sérios, porque o somos.

Não basta dizer que amamos os nossos Orisás, (Orixás) porque os amamos.

Não basta dizermos que respeitamos também os outros, como queremos e exigimos que nos respeitem.

Não basta ser!

À mulher de César, não basta ser honesta, deve parecer!

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto

Povo de Santo Asè – nº 51

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Num mundo onde a confusão mental, quase que passou a ser “norma”, onde já nem existe a “vergonha” de se dizer o que é mais desprezível, onde se aceita a tragédia como um grande feito, a força brutal como atributo, a exclusão, seja ela qual for, como programa de vida; onde os direitos do homem (leia-se a magna carta dos direitos humanos), são escarnecidos por qualquer um, onde a fé e a profissão dessa mesma fé de cada um, é conotada como menoridade… cabe também a nós pessoas do Asè, dos culto afro brasileiros, cada um nos seus terreiros, nos seus ilés, nas suas casas e todos em conjunto, darmos sinais concretos, de que a concórdia, o respeito pelo direito do outro e pelos nossos direitos, são possíveis.

Como?!

Sendo cada um de nós exemplo vivo disso mesmo.

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto

Povo de Santo Asè – nº 50

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Nestes tempos de tanta controvérsia, de tanto salve-se quem puder, do vale tudo desde que que nós fiquemos bem, dos egos inflamados inclusive nas religiões, penso que hoje mais do que nunca, devemos parar e estar atentos a quem precisa que nós nos juntemos e sumemos! Se do trabalho à politica, passando pela nossa vida privada, encontramos um enorme vazio… uma enorme insatisfação, não será neste espaço aqui e agora, que outra coisa diremos a não ser: sejamos consequentes e fieis com as escolhas espirituais que um dia aceitámos dos nossos Orisás.

Quem não serve para servir, não serve para viver.

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto

Povo de Santo Asè – nº 49

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O respeito que todos pedimos e exigimos seja de quem for como religiosos, é exatamente o mesmo que teremos de demonstrar aos outros, todos os dias.

Seriamos impostores e mentirosos, se disséssemos uma coisa e fizéssemos outra. Disto, o nosso mundo está cheio.  É nossa incumbência, é nossa obrigação sermos diferentes, porque livremente aceitamos esta escolha! 

Independentemente da forma e do nome que damos ao Criador às coisas criadas, a essência é a mesma!

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto

Povo de Santo Asè – nº 48

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Não é incomum, ouvirmos dizer algumas vezes por algumas pessoas do santo, sobretudo referentes ao candomblé, a seguinte expressão:

“cada um mexe a sua panela com a colher que quer e gosta”.

Isto para justificar algum “preceito” desconhecido até então por outros.

Em parte, estou perfeitamente de acordo, até porque cada um, isto é: cada grupo pertence a uma determinada raíz, “nação”, que outro grupo não pertence. 

Mas de forma alguma, pode ser desculpa para se fazer e inventar o que se quer, porque simplesmente aquela pessoa ou pessoas , não passaram e nem são o que se dizem ser… Infelizmente, temos muita gente adentrar em terreiros de candomblé, só para “piscar o olho” a possíveis fundamentos, mais ou menos desprotegidos por quem os devia proteger: os Babalorisás/Yalorisás ; Pais / Mães de santo.

A fé é primordial, é necessária, mas não é só isso que faz um Pai ou Mãe de Santo.

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto