Povo de Santo Asè – nº 48

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Não é incomum, ouvirmos dizer algumas vezes por algumas pessoas do santo, sobretudo referentes ao candomblé, a seguinte expressão:

“cada um mexe a sua panela com a colher que quer e gosta”.

Isto para justificar algum “preceito” desconhecido até então por outros.

Em parte, estou perfeitamente de acordo, até porque cada um, isto é: cada grupo pertence a uma determinada raíz, “nação”, que outro grupo não pertence. 

Mas de forma alguma, pode ser desculpa para se fazer e inventar o que se quer, porque simplesmente aquela pessoa ou pessoas , não passaram e nem são o que se dizem ser… Infelizmente, temos muita gente adentrar em terreiros de candomblé, só para “piscar o olho” a possíveis fundamentos, mais ou menos desprotegidos por quem os devia proteger: os Babalorisás/Yalorisás ; Pais / Mães de santo.

A fé é primordial, é necessária, mas não é só isso que faz um Pai ou Mãe de Santo.

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto

Povo de Santo Asè – nº 47

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Em tempos tão difíceis como os que atravessamos a qualquer nível… seria bom, oportuno, imperioso e até urgente, que nós, os que pertencem aos cultos afro brasileiros de um modo geral, tivéssemos a sensatez de olharmos para dentro de nós, para dentro das nossas casas de culto (terreiros), para os nossos comportamentos em relação aos outros… apelando de um modo especial, a quem tem o dever de ser um bom exemplo de pessoa do santo: refiro-me sobretudo aos Egbomis, aos Babalorisás e Yalorisás; a quem tem cargos dentro da religião… de um modo especial a quem através de consultas ou ebós, contata com os mais fragilizados que em primeira instância, em nós confia! Não vendam gato por lebre; não utilizem os nomes dos Orisás, Entidades e Exus para atingirem fins menos nobres. Os Orisás não precisam de certos desejos carnais. Sejamos dignos da tarefa que Deus, O Orisá nos incumbiu Não deixemos que uns tantos conspurquem o sagrado que tanto amamos.

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto

Povo de Santo Asè – nº 46

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Não são raras as vezes, aquelas em que cobramos dos outros o respeito, a postura, a sensatez, a tolerância… etc. É normal que assim seja, afirmando-nos nós, pessoas do santo, pessoas religiosas e espirituais. Com esta nossa “afirmação”, o contrário é que seria estranho.

Esta nossa “cobrança”, fazemo-la referente a outras confissões religiosas, a outras “politicas” que não a nossa, a tanta injustiça que não queremos calar … e por aí fora.

O grande busílis da questão, está naquilo que alguns se afirmam em detrimento daquilo que são; das máscaras que colocam, tapando a verdadeira face que possuem … é muita insensatez que grassa por aí. A pouca vergonha substitui a nobreza de caráter. A falsa bondade, máscara os mais desprezíveis objetivos pessoais.

Provavelmente, não precisamos ver isto na religião dos outros … nem na casa dos outros!

Há que ter coragem (por mim falo), de cortar a direito e sabermos na hora certa, separar o trigo do joio.

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto

Povo de Santo Asè – nº 45

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Hoje em dia, quase que somos vencidos pelos “cansaços” que a vida, os slogans , as promessas incumpridas e as frustrações em que de algum modo, todos partilhamos.
Às vezes, somos gente que brada nos desertos…
São muitos os motivos desta nossa realidade e não seria aqui nesta nota de abertura, o local ideal para focarmos sobre o assunto. Sobretudo no que se refere à consciência de cada um, à religião, à espiritualidade … (mas podia ser em relação a qualquer outro assunto).
Um dos “gritos” ou slogans que me vem ao pensamento é aquele : “sim à tolerância”.
Nós não queremos e ninguém quer ser tolerado!!!
Nós queremos e exigimos, ser respeitados!!!
Esta é a chave.

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto

Povo de Santo Asè – nº 44

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O homem põe e Deus/Orisás, dispõem.
Quando alguns de nós pensávamos que tudo “estava resolvido”, eis que chegam novas vagas deste flagelo que assola toda a humanidade. Como tal, também as nossas comunidades religiosas, como sejam as de candomblé e umbanda. Nunca é demais assinalar, que os Orisás não querem o mal dos seus filhos… quere-nos com vida e com saúde. De forma equilibrada, pede-se a todos os Babalorisás e Yalorisás; Pais e Mães de santo, bem como a todos os dirigentes de todas as religiões e grupos espirituais, que não exponham as suas comunidades ao perigo eminente no que respeita sobretudo à saúde.

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto