Revistas

Povo de Santo Asè – nº 43

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Hoje mais que nunca, o candomblé e os cultos afro brasileiros em geral, têm como temos observado uma batalha enorme de desrespeito contra si próprios.
Depois de tanta intolerância no passado, de tanta luta, era justamente previsível que hoje os ventos soprassem como brisa… mas dentro de portas, nos acomodámos, nos tornámos “importantes” achando-nos mais importantes que os outros nossos irmãos! Demos espaço para os que nos combatem ganhassem terreno e o desrespeito hoje, é esta evidência.
Temos de procurar granjear entre portas o respeito , a sã convivência , o respeito pela hierarquia , pela nossa casa de asè, pelo nosso Pai/Mãe de santo, pelos mais velhos …
Temos de deixar as estradas da maledicência, do egoísmo da “pose” sem sentido!
Ninguém deve sujar a água onde bebe!
Se é que queremos ver renascer o respeito dos outros para connosco e entre nós!

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto

Povo de Santo Asè – nº 42

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Nestes tempos em que vivemos, tempos de pandemia, era suposto que os dirigentes dos Terreiros, tanto de Candomblé como de Umbanda, pessoas que terão de ser necessariamente assistidas e orientadas pelo sagrado, tivessem uma ação proactiva nas suas comunidades, no que se refere a este flagelo da Covid 19.
Nós somos pessoas que defendemos a vida, fazemos circular o Asè.
Não podemos nem devemos fazer circular a doença, a morte e como tal, o vírus.
Nós temos uma responsabilidade acrescida!
Nós somos do Orisá!
Nós somos pela vida!

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto

Povo de Santo Asè – nº 41

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Nos tempo que correm e chegados ao ponto para muitos inimaginável, acho ser de todo conveniente cada um de nós, sejamos dos cultos afrobrasileiros ou não, refletirmos e onde acharmos que devemos arrepiar caminho, fazê-lo sem hesitação mas com acutilância.
É comum ouvirmos ou lermos, que após esta nossa vivência coletiva enquanto seres humanos, teremos aprendido a não cometer os mesmos erros!
Nada mais enganoso! Se assim fosse, nós estaríamos a viver um possível “milagre; Fato é, que não é disso que se trata! Em vez de “um milagre”, estamos a viver uma pandemia global!!!
É por este motivo, que não faz qualquer sentido empunharmos qualquer bandeira, a que não seja a bandeira da união, independentemente da diversidade de cada ser de cada grupo. A diversidade, só pode enriquecer o nosso estatuto de gente. Se assim não for, não é diversidade, é egoísmo.
Paremos de apontar o dedo ao outro seja no trabalho, seja na luta por melhores direitos, seja na casa do mais comum dos mortais, seja em qualquer comunidade religiosa, como por exemplo , o candomblé.
Nós que somos contra qualquer discriminação, não poderemos continuar a ser em muitos casos, mesmo dentro de portas, os primeiros a discriminar.

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto

Povo de Santo Asè – nº 40

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Olhando para a nossa volta e referindome sobretudo aos cultos afro-brasileiros, (Candomblé e Umbanda), sentimos cada vez mais a necessidade de sermos autenticos artifices, “unicos”, do lugar onde vivemos, com quem convivemos; não é possível disistirmos ao combate constante da nossa e das religiões dos outros, sem que façamos rigorozamente nada!
A primeira coisa a fazer, é nos próprios não combatermos os nossos irmãos; as nossas proprias casas de culto ou as casas dos outros, como se fosse possível elevarmo-nos, sendo exactamentem iguais a quem nos combate.
União, precisa-se!!!

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto

Povo de Santo Asè – nº 39

Todos sabemos, que os cultos afro-brasileiros, de um modo particular o Candomblé, é uma religião de resistência…
Foi a luta de muitos, pago de uma forma tão desumana a quem se dizia tão “intocáveis”, que nos permitiu onde até hoje chegamos!
Hoje em dia, temos “outros senhores”, que se acham donos de Deus e tudo o que é espiritual… e nós que atitude temos?! Além do pouco bom exemplo que damos do bom legado que nos deixaram, ainda temos a triste postura de nos atacarmos uns aos outros! (Já não só no Brasil, mas infelizmente em Portugal começa a fazer estrada esta triste realidade.) Achamos, que é altura de revermos as nossas posturas com todos os nossos irmãos, para que o Candomblé continue a ser caminho da essência da vida.

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto