Povo de Santo Asè – nº 47

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Em tempos tão difíceis como os que atravessamos a qualquer nível… seria bom, oportuno, imperioso e até urgente, que nós, os que pertencem aos cultos afro brasileiros de um modo geral, tivéssemos a sensatez de olharmos para dentro de nós, para dentro das nossas casas de culto (terreiros), para os nossos comportamentos em relação aos outros… apelando de um modo especial, a quem tem o dever de ser um bom exemplo de pessoa do santo: refiro-me sobretudo aos Egbomis, aos Babalorisás e Yalorisás; a quem tem cargos dentro da religião… de um modo especial a quem através de consultas ou ebós, contata com os mais fragilizados que em primeira instância, em nós confia! Não vendam gato por lebre; não utilizem os nomes dos Orisás, Entidades e Exus para atingirem fins menos nobres. Os Orisás não precisam de certos desejos carnais. Sejamos dignos da tarefa que Deus, O Orisá nos incumbiu Não deixemos que uns tantos conspurquem o sagrado que tanto amamos.

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto

Povo de Santo Asè – nº 46

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Não são raras as vezes, aquelas em que cobramos dos outros o respeito, a postura, a sensatez, a tolerância… etc. É normal que assim seja, afirmando-nos nós, pessoas do santo, pessoas religiosas e espirituais. Com esta nossa “afirmação”, o contrário é que seria estranho.

Esta nossa “cobrança”, fazemo-la referente a outras confissões religiosas, a outras “politicas” que não a nossa, a tanta injustiça que não queremos calar … e por aí fora.

O grande busílis da questão, está naquilo que alguns se afirmam em detrimento daquilo que são; das máscaras que colocam, tapando a verdadeira face que possuem … é muita insensatez que grassa por aí. A pouca vergonha substitui a nobreza de caráter. A falsa bondade, máscara os mais desprezíveis objetivos pessoais.

Provavelmente, não precisamos ver isto na religião dos outros … nem na casa dos outros!

Há que ter coragem (por mim falo), de cortar a direito e sabermos na hora certa, separar o trigo do joio.

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto

Povo de Santo Asè – nº 45

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Hoje em dia, quase que somos vencidos pelos “cansaços” que a vida, os slogans , as promessas incumpridas e as frustrações em que de algum modo, todos partilhamos.
Às vezes, somos gente que brada nos desertos…
São muitos os motivos desta nossa realidade e não seria aqui nesta nota de abertura, o local ideal para focarmos sobre o assunto. Sobretudo no que se refere à consciência de cada um, à religião, à espiritualidade … (mas podia ser em relação a qualquer outro assunto).
Um dos “gritos” ou slogans que me vem ao pensamento é aquele : “sim à tolerância”.
Nós não queremos e ninguém quer ser tolerado!!!
Nós queremos e exigimos, ser respeitados!!!
Esta é a chave.

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto

Povo de Santo Asè – nº 44

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O homem põe e Deus/Orisás, dispõem.
Quando alguns de nós pensávamos que tudo “estava resolvido”, eis que chegam novas vagas deste flagelo que assola toda a humanidade. Como tal, também as nossas comunidades religiosas, como sejam as de candomblé e umbanda. Nunca é demais assinalar, que os Orisás não querem o mal dos seus filhos… quere-nos com vida e com saúde. De forma equilibrada, pede-se a todos os Babalorisás e Yalorisás; Pais e Mães de santo, bem como a todos os dirigentes de todas as religiões e grupos espirituais, que não exponham as suas comunidades ao perigo eminente no que respeita sobretudo à saúde.

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto

Povo de Santo Asè – nº 43

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Hoje mais que nunca, o candomblé e os cultos afro brasileiros em geral, têm como temos observado uma batalha enorme de desrespeito contra si próprios.
Depois de tanta intolerância no passado, de tanta luta, era justamente previsível que hoje os ventos soprassem como brisa… mas dentro de portas, nos acomodámos, nos tornámos “importantes” achando-nos mais importantes que os outros nossos irmãos! Demos espaço para os que nos combatem ganhassem terreno e o desrespeito hoje, é esta evidência.
Temos de procurar granjear entre portas o respeito , a sã convivência , o respeito pela hierarquia , pela nossa casa de asè, pelo nosso Pai/Mãe de santo, pelos mais velhos …
Temos de deixar as estradas da maledicência, do egoísmo da “pose” sem sentido!
Ninguém deve sujar a água onde bebe!
Se é que queremos ver renascer o respeito dos outros para connosco e entre nós!

Nós vamos continuar,

assim Deus (Olorun) nos ajude.

O Director

Dr. José Pinto